FRANÇA ATACA A CRISE COM MILHÕES
O presidente francês Nicolas Sarkozy anunciou esta manhã um plano de estímulo económico no valor de 26 mil milhões de euros, ou 1,3% do produto interno bruto do país (PIB). Este plano vai deixar o défice orçamental francês nos 3,9% em 2009.
O plano inclui mil milhões de euros para o sector automóvel e 5 mil milhões para novos investimentos no sector publico, e deverá acrescentar 0,6 pontos percentuais ao crescimento económico de 2009.
O défice orçamental francês deverá ficar nos 3,9%, e não nos 3,1% como estava anteriormente previsto.
"A nossa resposta à crise é investimento, porque é a melhor forma de estimular o crescimento e salvar os postos de trabalho actuais, e a única forma de preparar os postos de trabalho do futuro", disse Nicolas Sarkozy.
"Porque a crise é forte, a nossa resposta é forte", acrescentou o presidente francês.
A economia francesa não está tecnicamente em recessão mas as previsões não são favoráveis. A OCDE estima que o país vai contrair-se 0,4% no próximo ano. Nos três meses até Setembro o desemprego subiu para os 7,7%, de acordo com dados oficiais divulgados na passada quinta-feira.
O MAIOR CORTE DE JUROS DO BCE
O Banco Central Europeu cortou em 75 pontos base a taxa de juro de referência, fixando-a nos 2,5 por cento. Trata-se do maior corte da história do BCE na taxa directora.
Trata-se do terceiro corte consecutivo das taxas directoras, depois dos cortes de Outubro e Novembro de meio ponto percentual cada um, com efeitos a partir de dia 10 de Dezembro. A taxa directora esteve nos 2,5 por cento entre Fevereiro e Abril de 2006.
Horas antes, o Banco de Inglaterra anuciou um corte de um ponto base da sua principal taxa directora, para 2 %, o seu mais baixo nível desde 1951, para lutar contra a recessão.
A decisão saiu em linha com a media de previsões dos 61 analistas consultados pela agência noticiosa Bloomberg.
Horas antes, o Banco da Suécia anunciou também um corte histórico de 1,75 pontos percentuais da sua principal taxa directora, que se estabelece agora em 2 por cento, para relançar a economia.
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TODAS AS EURIBOR A DESCER
As taxas Euribor registaram ontem novas descidas acentuadas, superiores a 4 pontos base (0,04 pontos percentuais) em todas as maturidades, numa altura em que o mercado aponta para um corte agressivo [já confirmado] dos juros por parte do Banco Central Europeu (BCE), na sua reunião de hoje.
A Euribor a três meses recuou 0,043 pontos percentuais para os 3,743%, um mínimo de Janeiro de 2006. Já a Euribor a seis meses perdeu 0,041 pontos percentuais, para os 3,787%, um novo mínimo desde Dezembro de há dois anos, enquanto a Euribor a 12 meses caiu 0,043 pontos percentuais, para os 3,853%, um novo mínimo de Dezembro de 2006.
As Euribor aproximam-se a passos largos da principal taxa de referência dos juros do Banco Central Europeu (BCE), que está actualmente nos 3,25%, o que significa um prémio inferior a meio ponto percentual.
PrazosOntemTerça-feira
3 meses3,7433,786
6 meses3,7873,828
1 ano3,8533,896
(valores expressos em percentagem)